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ICMBio anuncia medidas emergenciais contra casos positivos de vírus letal em ararinhas-azuis na Bahia

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Camile Lugarini / Agência Brasil

Curaçá (BA) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) anunciou, em 1º de agosto de 2025, medidas emergenciais após a detecção de um vírus altamente letal — o circovírus, causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD) — em ararinhas‑azuis reintroduzidas na natureza na região de Curaçá, norte da Bahia

Trata‑se da primeira ocorrência confirmada de PBFD em aves silvestres no Brasil, o que torna a situação inédita e sobretudo alarmante, visto o potencial devastador do patógeno para psitacídeos.

Principais medidas adotadas

O programa de soltura de novos exemplares, previsto para julho, foi suspenso temporariamente. Entre as ações já implementadas estão:

  • Recolhimento imediato das 11 ararinhas-azuis que vivem em liberdade na caatinga de Curaçá;
  • Triagem detalhada nos criadouros, com isolamento de aves que testarem positivas;
  • Descontaminação completa dos ambientes, comedouros, ninhos e demais equipamentos usados pelas aves;
  • Reforço nas medidas de biossegurança tanto nos locais de cativeiro quanto na área de soltura.

Embora o número exato de aves infectadas ainda esteja em investigação, especialistas indicam que os primeiros casos podem ter origem em contaminação durante o período em cativeiro ou por meio de contato indireto com objetos manipulados por humanos.

Quem são as ararinhas‑azuis?

A ararinha‑azul (Cyanopsitta spixii) é uma espécie endêmica da Caatinga baiana, considerada extinta na natureza desde o ano 2000. Graças a programas de reprodução em cativeiro e acordos internacionais, algumas aves começaram a ser reintroduzidas no sertão baiano a partir de 2022. Hoje, estima‑se uma população global de cerca de 330 indivíduos, com aproximadamente 130 no Brasil.

As ararinhas têm porte médio (cerca de 55 cm e 350 g), vivem em bandos, têm dieta especializada na seed de pinhão-bravo e frutos nativos, e se reproduzem durante as chuvas — entre novembro e maio na região de Curaçá.

A ameaça da PBFD

A PBFD provocada pelo circovírus acomete penas, bico e sistema imunológico das psitacídeos. Os sintomas iniciais incluem queda e deformação de penas, fraqueza óssea e inflamações no bico. Em estágio crônico, a doença pode causar dor intensa, impedir a mobilidade e diminuir drasticamente a expectativa de vida — estimada entre seis a doze meses após o diagnóstico.

O surto em Curaçá representa grave ameaça à continuidade do programa de reintrodução. Estudos internacionais já indicaram que circovírus pode causar declínios populacionais de até 70% em papagaios selvagens em áreas isoladas.

Caminhos a seguir e riscos

Até que se confirme a superação do surto, a prioridade das autoridades é garantir a sobrevivência dos indivíduos — tanto em cativeiro quanto em vida livre. Especialistas defendem que o foco esteja em:

  • Testagem regular, vigilância contínua e isolamento de infectados;
  • Fortalecimento de infraestruturas sanitárias, principalmente na região semiárida onde o monitoramento é mais desafiador;
  • Avaliação técnica sobre possíveis medidas adicionais, incluindo a eutanásia em casos mais graves, embora haja controvérsia entre autoridades e criadores.

O risco de extinção realça a fragilidade dos programas de conservação. Após mais de duas décadas sem registro da ave na natureza, o recomeço em Curaçá representava uma esperança. Contudo, a presença de agentes patogênicos desconhecidos nesse contexto mostra o quanto ainda há de riscos e incertezas.

🔎 Conclusão

O surto de circovírus em ararinhas‑azuis em Curaçá expõe uma das maiores ameaças enfrentadas pelo programa brasileiro de conservação nos últimos anos. A combinação entre fragilidade biológica da espécie, inexistência de cura para a PBFD e limitações logísticas reforça a urgência em manter vigilância, protocolos rígidos e engajamento técnico-científico.

Apesar dos esforços conjuntos entre ICMBio, criadouros nacionais e parcerias internacionais, o futuro da ararinha‑azul segue cercado de incertezas — e exige decisão rápida e responsável para preservar o canto azul da Caatinga.

Fonte: G1 Bahia — ICMBio anuncia medidas emergenciais contra casos positivos de vírus grave e letal nas ararinhas‑azuis da Bahia, publicado em 1º de agosto de 2025.

#Destaque

CONFRONTO EM CAJAZEIRAS DEIXA NOVE MORTOS E ARSENAL É APREENDIDO

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SSP/BA PMBA

Uma operação da Polícia Militar terminou com nove suspeitos mortos após um confronto na tarde desta terça-feira (15), na região de Cajazeiras XI, em Salvador.

Segundo a PM, equipes do BPATAMO realizavam uma ação de combate ao crime organizado quando encontraram um grupo armado. Os feridos foram socorridos para o Hospital Eládio Lasserre, mas não resistiram. Um homem também foi preso.

Durante a operação, foram apreendidos quatro fuzis, uma carabina, cinco pistolas, uma espingarda, munições, carregadores, drogas e celulares, segundo a corporação.

As circunstâncias do confronto e a atuação dos policiais envolvidos deverão passar pelos procedimentos legais cabíveis.

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#Cultura

LAVAGEM DE MARAGOGIPE: QUANDO SEU TIBÚRCIO VOLTA A TOCAR, A MEMÓRIA DE UM POVO TOMA AS RUAS

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Ascom/falamaragogipe

Tradição centenária reúne fé, música, alegria e identidade cultural neste domingo (23), com saída da Rua do Rio, do Tamarineiro, às 13h

MARAGOGIPE — Há tradições que o tempo não consegue levar. Elas atravessam gerações, mudam de época, acompanham transformações da cidade, mas permanecem vivas porque fazem parte da memória de um povo.

Em Maragogipe, uma dessas tradições tem nome, música e personalidade: Seu Tibúrcio.

Neste domingo, 23 de agosto, a cidade volta a celebrar a tradicional Lavagem de Maragogipe, também conhecida como Lavagem de Tibúrcio, manifestação que reúne moradores e visitantes em um dos momentos mais marcantes do calendário cultural e religioso do município.

A concentração e saída do cortejo acontecem a partir das 13h, na Rua do Rio.

E quando o cortejo começa, não é apenas uma festa que toma conta das ruas. É a história de Maragogipe que volta a caminhar.

SEU TIBÚRCIO: UM NOME QUE VIROU TRADIÇÃO

Na memória popular de Maragogipe, Seu Tibúrcio ocupa um lugar especial.

Mais do que um nome associado a uma música, ele representa uma forma de celebrar que atravessou gerações. Sua figura tornou-se símbolo de alegria, música, irreverência e tradição popular, ajudando a construir a identidade da Lavagem que hoje é reconhecida e celebrada pelos maragogipanos.

A música de Seu Tibúrcio tornou-se parte inseparável do cortejo.

É aquela melodia que muitos aprendem ainda crianças, que os mais velhos carregam na memória e que, todos os anos, volta a ecoar pelas ruas, fazendo com que diferentes gerações se encontrem em torno de uma mesma tradição.

É nesse momento que a cultura deixa de ser apenas lembrança e volta a ser vivida.

UMA TRADIÇÃO QUE RESISTIU AO TEMPO

A Lavagem de Maragogipe está profundamente ligada à tradicional Festa de São Bartolomeu, uma celebração que movimenta o município durante o mês de agosto e reúne manifestações religiosas, musicais e populares.

A tradição da lavagem possui raízes antigas e está relacionada às formas de participação popular construídas ao redor das celebrações religiosas. Ao longo do tempo, a manifestação ganhou características próprias, incorporando música, cortejo, baianas, charangas e a participação espontânea da população.

É justamente essa mistura que faz da Lavagem uma manifestação tão particular.

Fé e alegria.
Religiosidade e cultura.
Memória e presente.
Tradição e renovação.

Tudo se encontra nas ruas de Maragogipe.

A MÚSICA QUE VIROU MARCA DA LAVAGEM

Se existe um elemento capaz de anunciar que a Lavagem começou, é a música.

A tradição musical associada a Seu Tibúrcio se tornou uma das marcas mais reconhecidas do festejo. Registros históricos sobre a manifestação apontam que a canção era responsável por animar moradores e visitantes durante o cortejo e que sua presença se consolidou como uma das singularidades da festa. (A TARDE)

Por isso, falar da Lavagem sem falar de Seu Tibúrcio é deixar de contar uma parte importante da própria história cultural de Maragogipe.

Seu nome atravessou décadas.

Sua música atravessou gerações.

E sua tradição continua sendo cantada por um povo que aprendeu a transformar memória em celebração.

QUANDO AS RUAS SE TRANSFORMAM EM PALCO ?

Neste domingo, na Rua do Rio, saindo do Tamarineiro será o ponto de partida para mais um capítulo dessa história.

A partir das 13h, o cortejo começa a ganhar vida.

A cidade se transforma.

As ruas recebem moradores e visitantes. A música toma conta do ambiente. As baianas, os grupos musicais e os foliões ajudam a construir uma paisagem que só Maragogipe consegue oferecer.

É uma celebração que não precisa ser explicada para quem nasceu aqui.

Basta ouvir os primeiros acordes.

Basta reconhecer a música.

Basta ver a multidão seguindo o cortejo.

É Maragogipe sendo Maragogipe.

UMA TRADIÇÃO PASSADA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO

Talvez a maior força da Lavagem esteja justamente na capacidade de permanecer viva.

Quem acompanhou a festa décadas atrás reconhece elementos que continuam presentes.

Quem cresceu ouvindo falar de Seu Tibúrcio hoje participa da mesma celebração ao lado de filhos, sobrinhos e netos.

E é assim que uma tradição permanece.

Não apenas porque está registrada em livros ou lembranças, mas porque as pessoas continuam praticando, cantando, contando e ensinando.

Cada nova edição da Lavagem representa, portanto, uma espécie de reencontro entre diferentes gerações de maragogipanos.

Os mais velhos lembram.

Os adultos preservam.

Os jovens aprendem.

E as crianças começam a construir suas próprias memórias.

MARAGOGIPE CELEBRA SUA PRÓPRIA IDENTIDADE

A Lavagem de Maragogipe é muito mais do que um evento no calendário.

Ela representa uma cidade que possui uma maneira própria de celebrar sua história.

Uma cidade marcada pela força das manifestações populares, pela música, pelas filarmônicas, pelas festas religiosas e pela participação comunitária.

Dentro desse universo, Seu Tibúrcio permanece como uma das figuras que ajudaram a transformar a música em memória e a memória em tradição.

Seu nome continua sendo lembrado porque sua presença simbólica ultrapassou o tempo.

E enquanto houver alguém disposto a cantar, tocar e seguir o cortejo, a tradição continuará viva.

Hoje é dia de celebrar.
Hoje é dia de cantar.
Hoje é dia de manter viva a tradição.

Viva a Lavagem de Maragogipe!
Viva Seu Tibúrcio!
Viva a cultura maragogipana!
Viva São Bartolomeu!

📍 SERVIÇO

Evento: Lavagem de Maragogipe / Lavagem de Tibúrcio
Data: Domingo, 23 de agosto de 2026
Horário: A partir das 13h
Local de saída: Rua do Rio, do Tamarineiro
Cidade: Maragogipe – Recôncavo da Bahia

FALA MARAGOGIPE — informação, cultura e história de Maragogipe.

Acompanhe o Fala Maragogipe para mais informações sobre este e outros acontecimentos da Bahia.

www.falamaragogipe.com.br

 

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#Cultura

57ª Regata Aratu-Maragogipe celebra 57 anos de tradição, cultura e paixão pelas águas do Recôncavo Baiano

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Alle.fotografias & Ascom Aratu Maragogipe

Evento realizado neste sábado (22) reuniu embarcações, velejadores, moradores e visitantes em uma das mais tradicionais celebrações náuticas da Bahia

Maragogipe voltou a ser palco de uma das maiores celebrações náuticas da Bahia. Neste sábado (22), a cidade recebeu a 57ª edição da Regata Aratu-Maragogipe, evento que há mais de cinco décadas mantém viva uma tradição que atravessa gerações e transforma as águas do Recôncavo Baiano em um verdadeiro espetáculo.

Com suas velas colorindo a Baía do Iguape e a chegada das embarcações movimentando o município, a regata reafirmou a importância de Maragogipe no cenário náutico, cultural e turístico da Bahia.

UMA TRADIÇÃO QUE NAVEGA HÁ 57 ANOS

Realizada desde 1969, a Regata Aratu-Maragogipe tornou-se muito mais do que uma competição esportiva. Ao longo de 57 anos, o evento passou a fazer parte da identidade cultural da região, reunindo atletas, velejadores, comunidades tradicionais, turistas e apaixonados pelo universo náutico.

A cada edição, a chegada das embarcações representa também um encontro entre história, natureza e cultura, tendo Maragogipe como destino final de uma das mais importantes regatas do calendário náutico baiano.

MARAGOGIPE VIVE UM DIA DE FESTA

A movimentação nas águas também se refletiu em terra. A presença de visitantes e participantes trouxe um clima especial para a cidade, fortalecendo o turismo e movimentando diferentes setores da economia local.

Conhecida por sua riqueza cultural, por suas águas e pelos manguezais que fazem parte de sua identidade, Maragogipe mais uma vez mostrou a força de suas tradições e a capacidade de receber grandes eventos.

A chegada da regata transforma a paisagem e proporciona aos moradores um momento de celebração, orgulho e pertencimento.

ESPORTE, CULTURA E TURISMO EM UM SÓ EVENTO

A Regata Aratu-Maragogipe representa a união entre o esporte e a cultura baiana. O percurso pelas águas do Recôncavo proporciona aos participantes uma experiência marcada pelas belezas naturais da região e pela singularidade de Maragogipe.

Mais do que chegar ao destino, cada embarcação carrega uma história e ajuda a manter viva uma tradição que resiste ao tempo.

UM PATRIMÔNIO VIVO DO RECÔNCAVO

A 57ª edição reforça que a Regata Aratu-Maragogipe já pertence à memória afetiva de milhares de pessoas. São 57 anos de história, encontros, celebrações e paixão pelas águas, consolidando o evento como um dos grandes símbolos do calendário cultural e náutico da Bahia.

Em Maragogipe, tradição não é apenas lembrança: é algo que se vive, se celebra e se passa de geração em geração.

📲 Acompanhe o Fala Maragogipe para mais notícias, cultura, tradição e os principais acontecimentos de Maragogipe e do Recôncavo Baiano.

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