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Governador Jerônimo Rodrigues lamenta morte de comerciante durante operação da PM e determina apuração rigorosa do caso

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Ascom/falamaragogipe

Policiais envolvidos foram afastados preventivamente, enquanto as investigações contarão com imagens das câmeras corporais e serão conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se pronunciou na tarde desta sexta-feira (24) sobre a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo do Lanche, ocorrida durante uma operação da Polícia Militar no bairro de São Cristóvão, em Salvador.

Em publicação nas redes sociais, o governador manifestou pesar pela morte do comerciante, prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima e afirmou que o Governo do Estado acompanha o caso de forma permanente.

Policiais foram afastados preventivamente

Durante o pronunciamento, Jerônimo Rodrigues informou que os policiais militares envolvidos na ocorrência foram afastados preventivamente das atividades operacionais enquanto os fatos são apurados.

O governador também destacou que as imagens registradas pelas câmeras corporais utilizadas pelos agentes serão analisadas durante as investigações, contribuindo para o esclarecimento da ocorrência.

Segundo ele, a apuração será conduzida pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar, responsável por investigar a conduta dos policiais envolvidos.

Estado presta apoio à família da vítima

Jerônimo informou ainda que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e a Corregedoria da Polícia Militar estão prestando assistência e acompanhamento aos familiares de Leonardo Gil Lima durante o andamento das investigações.

O governador reforçou que o compromisso do Estado é garantir uma apuração transparente e baseada em todas as provas disponíveis.

Morte provocou protestos em Salvador

A morte de Léo do Lanche gerou forte repercussão no bairro de São Cristóvão e desencadeou uma série de manifestações de moradores. Durante os protestos, um ônibus foi incendiado, pneus foram queimados e vias da região chegaram a ser bloqueadas.

Familiares e testemunhas contestam a versão apresentada inicialmente pela Polícia Militar e afirmam que o comerciante foi atingido durante a operação policial. As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas pelas autoridades competentes.

Investigações continuam

Além do inquérito conduzido pela Polícia Civil, a Polícia Militar instaurou um procedimento administrativo para analisar a atuação dos agentes envolvidos na ocorrência.

As autoridades ainda não divulgaram a conclusão das investigações, que deverão esclarecer a dinâmica dos fatos e apontar eventuais responsabilidades.


Redação Fala Maragogipe
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