MARAGOGIPE E REGIÃO

Construção de seis navios no Estaleiro Enseada deve gerar mais de 6 mil empregos na Bahia e investimentos de R$ 2,97 bilhões

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Divulgação Estaleiro Enseada

Redação Fala Maragogipe

A indústria naval baiana vive um novo ciclo de retomada com a aprovação de um robusto investimento no Estaleiro Enseada, localizado em São Roque do Paraguaçu, distrito de Maragogipe, no Recôncavo Baiano. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), autorizou a liberação de R$ 2,97 bilhões para a construção de seis navios especializados no combate a vazamentos de óleo.

A expectativa é de que o projeto gere 6,7 mil empregos diretos, impulsionando a economia local e fortalecendo a cadeia produtiva da indústria naval no estado.

Investimento estratégico

Os recursos foram solicitados pela Compagnie Maritime Monegasque (CMM), que escolheu o estaleiro baiano para a execução do projeto. A Bahia foi o estado que mais recebeu aportes do Fundo da Marinha Mercante, concentrando mais da metade do total de R$ 4 bilhões destinados a 14 projetos distribuídos em seis estados: Pará, Santa Catarina, Amazonas, Rio de Janeiro e Pernambuco, além da Bahia.

As embarcações integram o plano de renovação da frota afretada pela Petrobras, ampliando a capacidade do país em operações de segurança ambiental e logística marítima.

Próximos passos e geração de empregos

A viabilização da iniciativa depende agora da assinatura dos contratos de construção e da liberação do financiamento por parte do agente financeiro. Para o secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, o empreendimento é reflexo da política de retomada da indústria naval.

“É o resultado dos investimentos que o governo tem feito na reativação desse setor. O mais importante é que isso acontece com conteúdo nacional, aproveitando a mão de obra local, fortalecendo nossas tecnologias, gerando valor agregado e ampliando a produção industrial”, destacou.

A Setre, em parceria com o Estaleiro Enseada, atua na intermediação de mão de obra por meio do SineBahia. Até abril deste ano, cerca de 90% das vagas abertas pelo estaleiro foram preenchidas por trabalhadores da região, resultado do Termo de Cooperação firmado entre a secretaria e o Consórcio Enseada-Tenenge, que também prevê a qualificação profissional dos contratados.

Impacto regional

Além de reforçar a vocação do Recôncavo para atividades portuárias e industriais, o projeto consolida o Estaleiro Enseada como um polo estratégico para o desenvolvimento econômico e social da Bahia, com reflexos diretos na geração de emprego, renda e inovação tecnológica.

Fonte: Correio da Bahia

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