Redação Fala Maragogipe
O município de Maragogipe, no Recôncavo Baiano, vem se destacando com uma iniciativa que alia cuidado animal, saúde pública e transformação social. O Projeto Licão, idealizado pelo vice-prefeito Adhemar Novaes, nasceu da recuperação de um espaço antes utilizado como lixão e que, graças a dedicação e mobilização comunitária, foi convertido em abrigo e clínica veterinária para cães.
O início da transformação
A ideia surgiu mais ou menos há 05 anos atrás, quando Nado amigo de Adhemar Novaes identificou um sítio abandonado, repleto de entulhos e máquinas largadas e tiveram a ideia de transformar em um local para abrigo e principalmente cuidado de animais de rua. Então comunicaram a ideia ao prefeito Valnicio Armede, que apoiou a iniciativa, ele percebeu o potencial do local para se tornar um espaço de acolhimento. Com materiais de construção, mão de obra e o apoio de amigos e voluntários, o espaço começou a ser organizado e adaptado para atender cães em situação de rua.
O nome do projeto, “Licão”, surgiu de forma simbólica: uma junção entre “lixão” e “cão”. O termo, além de marcar a transformação do espaço, transmite de forma leve e positiva a nova função do local.
Resultados expressivos
O projeto já contabiliza cerca de 3 mil castrações realizadas, número que representa milhares de filhotes que deixaram de nascer. Se não fosse esse controle, a estimativa é de que a cidade poderia enfrentar uma população de 30 mil cães abandonados.
Graças ao trabalho, hoje é raro encontrar animais soltos pelas ruas de Maragogipe, reflexo direto da estratégia de castração, adoção responsável e conscientização comunitária. “Cuidar dos animais é também cuidar das pessoas, prevenindo acidentes, envenenamentos e doenças”, destaca Novaes.
Envolvimento da comunidade
Amigos, como o colaborador Nado, tiveram papel essencial nos primeiros passos do projeto. A iniciativa rapidamente ganhou a adesão da população local, que passou a enxergar o cuidado com os cães como parte do bem-estar coletivo e da saúde pública.
Planos para o futuro
Apesar dos avanços, ainda há desafios. A meta agora é intensificar os mutirões de castração a cada seis meses, garantindo a redução contínua da população de cães de rua. Além disso, melhorias na estrutura física e novas parcerias estão sendo buscadas para ampliar os atendimentos e o alcance do projeto.
O Projeto Licão se consolidou como exemplo de transformação social: de um lixão abandonado, nasceu um abrigo que hoje salva vidas, promove saúde pública e inspira cidadania.