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Aos 66 anos, morre ícone do samba Arlindo Cruz

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Silvio Tanaka/Wikimedia Commons

Sambista estava com a saúde frágil desde 2017, quando sofreu um AVC

Nesta sexta-feira (8), o Brasil se despede de um de seus maiores talentos musicais – o multi-instrumentista, compositor e ícone do samba, Arlindo Cruz. Com a saúde debilitada desde 2017,  quando sofreu um grave Acidente Vascular Cerebral (AVC), Arlindo Cruz morreu aos 66 anos.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a família informou a morte e agradeceu as mensagens de amor, apoio e carinho que receberam nos últimos anos, e em especial agora na hora da partida. “Arlindo parte deixando um legado imenso para a cultura brasileira e um exemplo de força, humildade e paixão pela arte. Que sua música continue ecoando e inspirando as próximas gerações, como sempre foi seu desejo”, diz a nota. Arlindo deixa a esposa, Bárbara, e os filhos Arlindinho e Flora.

Trajetória

Nascido em 14 de setembro de 1958, em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Arlindo Domingos da Cruz Filho cresceu embalado pelo batuque das rodas de samba. Aos 7 anos de idade, ganhou seu primeiro cavaquinho. Ainda muito jovem, começou a trabalhar como músico, ao lado de grandes artistas, como Candeia. Mais tarde foi para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar, mas sem jamais abandonar a música. Em participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, ele contou da herança musical que recebeu dentro de casa, por influência do seu pai Arlindão Cruz, que tocava cavaquinho, e a mãe Aracy, que tocava bateria e cantava.

Quando deixou a Aeronáutica, Arlindo Cruz passou a frequentar as rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de Jorge Aragão, Beth Carvalho, Almir Guineto, Zeca Pagodinho e Sombrinha, que viria a ser seu grande parceiro. Ali, recebeu o convite para participar do grupo Fundo de Quintal. Foi nesse tempo que o samba ganhou nova forma, com uma sonoridade moderna, mas sem perder a essência dos quintais e terreiros. Suas composições logo passaram a figurar nas vozes de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Alcione e tantos outros. Foram, então, 12 anos de trabalho, deixando o grupo em 1993, para se lançar em carreira solo.

Autor de mais de 700 músicas, Arlindo Cruz escrevia com o coração e a alma. Suas letras entoavam o amor, a fé e a luta, traduzindo o cotidiano de milhares de brasileiros. Entre os maiores sucessos estão O Show Tem que ContinuarMeu Lugar Bagaço de Laranja.

Arlindo também era uma voz marcante no carnaval do Rio de Janeiro e figura querida nas quadras de escolas de samba, como o Império Serrano. Defensor fervoroso da cultura popular, foi torcedor apaixonado do Flamengo.

Fiel à sua religião, o candomblé, e aos Orixás, lutava contra a intolerância.

Fonte: Agência Brasil

Cultura

Filarmônica Terpsícore Popular celebra 146 anos de história, tradição e cultura em Maragogipe

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Ascom / Fala Maragogipe

Instituição centenária segue como símbolo da identidade cultural maragogipana e da valorização da música no Recôncavo Baiano

Nesta data especial, Maragogipe celebra os 146 anos da Filarmônica Terpsícore Popular, uma das mais importantes instituições culturais do município e um verdadeiro patrimônio da história musical do Recôncavo Baiano.

Fundada em 13 de junho de 1880, a Terpsícore Popular construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a arte, pela formação de músicos e pela preservação das tradições culturais que atravessam gerações. Ao longo de sua existência, a filarmônica tornou-se uma referência para a comunidade maragogipana, participando de celebrações religiosas, eventos cívicos, festividades populares e importantes momentos da vida social da cidade.

Mais do que uma instituição musical, a Terpsícore Popular representa um espaço de aprendizado, inclusão social e valorização da cultura local. Por suas fileiras passaram inúmeros músicos que contribuíram para fortalecer a identidade cultural de Maragogipe e manter viva uma tradição que continua inspirando novas gerações.

Ao completar 146 anos de história, a filarmônica reafirma seu papel como guardiã de um legado construído com dedicação, disciplina e amor à música. Cada apresentação, cada ensaio e cada geração de músicos que integrou a instituição ajudou a escrever uma história de resistência cultural e de profundo compromisso com a comunidade.

A data também é uma oportunidade para homenagear todos aqueles que fizeram e fazem parte dessa trajetória: músicos, maestros, diretores, colaboradores, ex-integrantes, patrocinadores e admiradores que contribuíram para o crescimento e fortalecimento da Terpsícore Popular ao longo de quase um século e meio de existência.

Em um tempo de rápidas transformações, a permanência da Filarmônica Terpsícore Popular demonstra a força da cultura maragogipana e a importância de preservar instituições que carregam consigo a memória, a identidade e os valores de um povo.

Que esta história continue sendo escrita por muitas gerações, mantendo viva a tradição musical que tanto orgulha Maragogipe.

Viva Santo Antônio!
Viva Maragogipe!
Viva a Filarmônica Terpsícore Popular!


Ficha Histórica

📍 Instituição: Filarmônica Terpsícore Popular
📅 Fundação: 13 de junho de 1880
📌 Cidade: Maragogipe – Bahia
🎼 Aniversário celebrado: 146 anos
🏛️ Reconhecimento: Patrimônio cultural e símbolo da tradição musical maragogipana

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POLÍTICA

Comissão da Câmara aprova fim da escala 6×1 e proposta avança para votação no plenário

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Pedro Ladeira/Folhapress

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o relatório da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A proposta, considerada uma das pautas trabalhistas mais debatidas dos últimos anos, segue agora para votação em dois turnos no plenário da Câmara.

A aprovação foi comemorada por trabalhadores, movimentos sociais e parlamentares favoráveis à mudança. O texto recebeu ampla maioria na comissão, fortalecendo a expectativa de avanço definitivo da proposta nos próximos dias.

A escala 6×1, bastante comum em diversos setores do país, determina seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso. Para os defensores da PEC, o modelo é desgastante, reduz a qualidade de vida dos trabalhadores e impacta diretamente a saúde física e mental da população.

Nas redes sociais, o tema rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do país, dividindo opiniões entre trabalhadores, empresários e especialistas da área econômica. Enquanto muitos celebram a possibilidade de mais tempo para descanso, lazer e convivência familiar, outros demonstram preocupação com os impactos econômicos e operacionais da mudança.

A proposta ainda precisa ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados antes de seguir para o Senado Federal.

A possível mudança representa um marco histórico nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil e reacende o debate sobre jornadas mais humanas, produtividade e qualidade de vida.

O que diz a população?

A discussão também tomou conta das redes sociais, onde milhares de brasileiros compartilham relatos sobre a rotina cansativa da escala 6×1. Muitos defendem que o trabalhador merece mais dignidade, saúde e tempo para viver ao lado da família.

“Mais tempo para viver. Mais saúde para o trabalhador. Mais dignidade para a família.”, defendem apoiadores da proposta.

Agora, a expectativa se volta para a votação no plenário, que poderá definir os próximos passos da PEC e entrar para a história das relações trabalhistas no país.

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MARAGOGIPE

MARAGOGIPE VOLTA AO CENTRO DA TRADIÇÃO NÁUTICA COM O RETORNO DA REGATA ARATU-MARAGOJIPE AO SEU DESTINO ORIGINAL

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Acessoria / Prefeito

Maragogipe voltará a ocupar o protagonismo de uma das maiores e mais tradicionais competições náuticas do Brasil. Em sua 57ª edição, a histórica Regata Aratu-Maragojipe terá novamente a chegada oficial em seu destino de origem, reforçando os laços culturais, históricos e turísticos entre o município e o evento que atravessa gerações.

A confirmação do retorno da regata ao território maragogipano representa um momento marcante para a cidade, que nasceu junto à história da competição e sempre teve forte ligação com a tradição náutica do Recôncavo Baiano. Além do simbolismo cultural, a expectativa é de forte movimentação econômica, atraindo turistas, velejadores, comerciantes e visitantes de diversas regiões da Bahia e do Brasil.

Na última terça-feira, Maragogipe recebeu o comodoro do Aratu Iate Clube e o diretor de eventos Marcelo Fróes para uma importante visita técnica e reunião de alinhamento sobre os preparativos da competição. O encontro contou ainda com a presença das equipes das secretarias municipais de Cultura e Turismo, além da Secretaria de Serviços Públicos, que discutiram detalhes estruturais, logísticos e organizacionais para garantir o sucesso do evento.

Durante a reunião, foram debatidos pontos fundamentais como mobilidade, receptivo turístico, organização dos espaços públicos, segurança, infraestrutura urbana e suporte às embarcações e visitantes que participarão da programação.

O prefeito destacou que a gestão municipal está acompanhando pessoalmente cada etapa da preparação para que Maragogipe receba o evento da melhor forma possível.

“Estamos cuidando pessoalmente de cada detalhe da infraestrutura e logística para garantir uma festa linda, segura e que movimente o nosso turismo e economia”, afirmou o gestor.

Considerada uma das regatas mais tradicionais em águas abrigadas do país, a Aratu-Maragojipe reúne centenas de embarcações que percorrem as águas da Baía de Todos-os-Santos até o município do Recôncavo. O evento também carrega um importante valor histórico e cultural, sendo símbolo da tradição marítima baiana e da resistência das comunidades ligadas ao rio e ao mar.

O retorno da chegada oficial para Maragogipe fortalece ainda mais a identidade da cidade como referência náutica e cultural da Bahia, além de representar uma oportunidade estratégica para impulsionar setores como hotelaria, gastronomia, comércio e turismo local.

A expectativa é de que a 57ª edição seja uma das maiores dos últimos anos, consolidando novamente Maragogipe como palco principal de uma celebração que une esporte, tradição, cultura e desenvolvimento econômico.

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